[tonalidades, matizes e combinações] in me

'soon this space will be too small and I'll laugh so hard that the walls cave in then I'll die three times and be born again in a little box with a golden key and a flying fish will set me free ... soon this space will be too small and I'll go outside and I'll go outside'... lhasa de sela




do [apagar-me
diluir-me
desmanchar-me]* por aí...



the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah





*Paulo Leminski











ei-la...






há injecções dolorosas e por isso altamente eficientes!

[sms matinais ou da distância entre o que eu sou e o que acho que tu mereces]


(ele: casas comigo outra vez?
eu: só se for descalça e com muito verde à volta (ah e troco o arroz e as pétalas por bolas de sabão!) ...mas desta vez largamos tudo e fugimos juntos para nunca mais voltar?
ele: sim!...)


...
e eu não vou atrás de mim?
...

isto fez-me lembrar outra conversa:
(...é o meu refúgio.
precisas de refugiar-te de quê?
de mim, sobretudo de mim!)


[dos rostos ou chamadas recebidas 1/7/2008 13:18:57 ]

sentada num canto da sala, ele do lado oposto encostado à janela. a sua postura era diferente da postura dos outros, parecia assistir e não fazer parte da peça. e apesar de ter deixado escapar um sorriso, as feições do seu rosto assustavam-na sem que ela conseguisse perceber porqu
ê.
vestia todo de preto e tinha umas mãos lindas, que teimava em esconder nos bolsos do longo sobretudo preto.
chegada a altura da selecção ela sentiu como se o momento fosse uma espécie de marcação de gado jovem com ferro em brasa – ‘todos menos ele’.
havia um pequeno alvoroço na sala, levantavam-se os escolhidos para deleite dos que escolhiam. quase alheada de tudo não parava de pensar (quase em forma de suplica) – ‘todos menos ele, todos menos ele’.
e ele discreto, pouco ansioso por escolher, ainda encostado ao parapeito da janela, escolhe duas raparigas. olha para o outro lado da sala aponta o dedo e diz: ‘tu.’ e ela: ‘quem, eu?’, ele: ‘sim tu.’, o corpo dela gelou, como se soubesse antecipadamente que havia qualquer coisa dela nele, pensou – ‘já está!’.

até hoje não se percebe muito bem quem escolheu quem, se ele a ela se ela a ele... houve escolha?...
ele não sabe que quando lhe diz que ela é especial, é absolutamente irrelevante em relação ao facto de ele o ser para ela, porque ela sabe que há qualquer coisa dela nele e isso basta. de qualquer modo, ‘há palavras que nos beijam’ e nos fazem muito bem quando nos sentimos muito cansados. obrigada pela disponibilidade 'padrinho'.









[corrimento mucoso, ou da purgação]















curvo-me.


vomito,
como se deitasse fora todas as angústias (...)







se ao menos me chovesse
(por) dentro em seguida...
uma água fria que me lavasse as entranhas (...)


Trajectórias, Carlos Veríssimo, 2003








[ ]

as senhoras professoras, hoje presentearam-nos (a nós colegas, e à sôtora catedrática) com os seguintes mimos:


'depois vou interagir mais com o livro recomendado´;
'ela quer que aceitem-na como ela é';
' tem que haver uma certa coerência entre os pais e os filhos';
'não fui eu que concluí isto que aqui está, foi o que eu concluí do autor';
´na verdadeira ascensão da palavra';

e a colega d. (professora do 1º ciclo) que escreve 'reflessão' e 'intenxão' aquando a intervenção de outra colega sobre a importância do professor enquanto facilitador, diz: 'daí a importância da formação dos professores'.

Bravo colega, bravíssimo!!

saí de lá tão cansada, mesmo muito cansada...


no caminho para casa vim acompanhada pelo jorge palma na radar (ocorreu-me que poderia ser o momento em que seria salva. àquela hora, sem vermelhos na estrada de benfica, são 5 minutos da av. berna até casa! o ocupou grande parte do percurso mas não foi suficiente).

quando cheguei o sr. a. tinha acabado de sair, veio entregar a encomenda da última revista: os escritos de frida kahlo.
boa! peguei no livro, fui para o sofá da sala e li aleatoriamente:
'...Canso-me por tudo e por nada, pois a espinha incomoda-me e, por causa desta história da pata, ainda é pior porque, como não posso fazer exercício, ando com as digestões todas destrambelhadas! No entanto, tenho imensa vontade de fazer muitas coisas e de modo algum me sinto decepcionada com a vida, como nos romances russos. Compreendo perfeitamente a minha situação e sou mais ou menos feliz, em primeiro lugar, porque tenho o Diego, a minha mãe e o meu pai. Gosto tanto deles! Acho que é suficiente e não peço à vida milagres, nem pouco mais ou menos. Entre os meus amigos, é do senhor que mais gosto, e é por isso que me atrevo a incomodá-lo com estas palermices... Se o senhor achar que devo abortar imediatamente, agradecia-lhe que me enviasse um telegrama aludindo ao assunto de maneira velada, para não se comprometer de modo algum. Mil vezes obrigada e receba as minhas melhores lembranças ... Frieda'


posto isto, continuo a sentir-me muito cansada (o raio do medicamento provoca-me terríveis dores de cabeça!) e atrevo-me a dizer que me sinto decepcionada mas neste momento nem tenho coragem para pedir milagres!

[INTERNAL, VISCERAL, INTEGRAL]







[Cries and Whispers ou a red membrane of passion and fear]




é um dos meus filmes favoritos. sempre que o vejo fico agoniada pela comoção e aterrorizada pela sua perfeição. ontem revi todo aquele vermelho, a cadência dos segundos, dos minutos, das horas e dos dias. a fragilidade e a força. o medo. os afectos.

...depois lembrei-me de como comecei a ver os seus filmes:







claro que nunca é demais agradecer-te pelos fantásticos 2 volumes 'castelo lopes' do natal passado :)



e qual é o maior órgão do corpo?

a pele pois então...


apetece, não apetece?

do novo álbum Sigur Ros - Gobbledigook

Obrigada ao R. pelo email :)

[not you and me but me and you ou all about]



between identity statuses and meaning-making approaches, casual sex, causas ou efeitos ou all about, do meu espanto quando percebo que não sabe que tudo tem a ver com aquilo que reclama para si. é-me característica esta enorme incapacidade de lidar com o defeito que me deixou no lado esquerdo do peito. não sei, ou não quero saber... mas ironicamente, it´s all about phalta. e se fico muito tempo só comigo torno-me numa espécie de infecção! que se alastra e repete: ‘give me a report on the condition of my soul.' *



*Anna Who Was Mad, Anne Sexton
photo daqui, via there's only 1 alice



[10 a bafo]*


não vi o jogo nem bebi cerveja na ‘esplanada amarela’!

há clássicos que me andam a 'roubar' muito tempo...



titalú surripiado algures dos carapaus

[sobre as próximas 1200 horas ou madness]





1. Identity Statuses and Meaning-Making in the Turning Point Narratives of Emerging Adults;
2. A reconfiguração ontológica da hermenêutica § 7 e §§31 e 32 Ser e Tempo;
3. Projecto tese - Hannah Arendt e a proposta de separação entre política e educação.


ponto um, aparentemente realizável,
ponto dois, no limiar do absurdo,
ponto três, heresia total.



algures pelo meio: quatro aniversários, um casamento, leonard cohen, a defesa da tese do R., um daqueles fins de semana de resgate, o convite para o 42nd Montreux Jazz Festival, ah e também estava ironicamente previsto beirut no FMM, mas para manter o actual nível de sanidade talvez este panorama seja suficiente.



o meu lado delirante permite-me manter algumas virtudes, como a perseverança, por exemplo.






[30+2]


Sentia-se muito jovem; e, ao mesmo tempo, indizivelmente velha. Passava como uma navalha através de tudo; e ao mesmo tempo ficava de fora, olhando.
(...)
Assim como num dia de Verão as ondas se juntam, se levantam e caem; e o mundo inteiro parece estar a dizer "é só isto" cada vez com mais veemência, até que o próprio coração no interior do corpo deitado ao sol na praia diz também: é só isto.

Não tornes a ter medo, diz o coração"



Mrs Dalloway, Virginia Woolf




[razão pela qual o trabalho não me mata ou the new addiction]





"Smoke and mirrors
Special effects
A little fear, a little sex
That's all love is
Behind the tears
Smoke and mirrors"
#1, #2, #3 et cetera and so on

[desperdícios têxteis in my neck ou de gente boa]


ter voltado à faculdade, para além de todas as expectativas defraudadas (nas quais de momento não quero pensar), possibilitou-me partilhar vida com duas ou três pessoas que reforçam o pensamento de que sem algumas daquelas pessoas que em alguns momentos e em determinados sítios me salvam não sou nada’. a teresa é uma dessas pessoas. e falando de coisas bonitas, foi através dela que descobri um reino que nos presenteia com pequenos grandes nadas.








overwhelming




fragilidade e coragem. humana, demasiado humana.





a gata chegou ao poder*




*Lia Pereira, texto na integra aqui




[a sister’s promise]





to you my sweet love :)

mission accomplished today at 10:30 pm

[esplanada, cerveja, anne sexton ou da p*** da ironia ou a woman like ]



eu aqui e tu longe, eu aqui, sozinha no meio desta gente, sentada contigo no pensamento, ao mesmo tempo em que leio e, heroicamente, sublinho: 'there is rust in my mouth, the stain of an old kiss'. eu aqui, selvaticamente presa a desejos e imagens que não posso partilhar, eu aqui e tu longe... you keep me waiting for the promise that is mine*


her kind

I have gone out, a possessed witch,
haunting the black air, braver at night;
dreaming evil, I have done my hitch
over the plain houses, light by light:
lonely thing, twelve-fingered, out of mind.
A woman like that is not a woman, quite.
I have been her kind.


I have found the warm caves in the woods,
filled them with skillets, carvings, shelves,
closets, silks, innumerable goods;
fixed the suppers for the worms and the elves:
whining, rearranging the disaligned.
A woman like that is misunderstood.
I have been her kind.


I have ridden in your cart, driver,
waved my nude arms at villages going by,
learning the last bright routes, survivor
where your flames still bite my thigh
and my ribs crack where your wheels wind.
A woman like that is not ashamed to die.
I have been her kind.


Anne Sexton





*When the body speaks, Depeche Mode


[Blue]


estrada da beira, maio 2008

'o teu azul sobre o verde difuso salva-me, pelo menos por agora...'




(wondering how schizophrenic this sequence of posts can be?

... as much as i feel)

[black tattoos of you onto me]*

'e se, quando a minha boca voltar a sentir o calor da tua pele, continuar a sentir o mesmo vazio provocado pelo cigarro de ontem?'



'e se, mesmo depois do fruto por inteiro, aquando a tua ausência, no meu corpo teimosamente persistir esta inscrição inacabada?'






*magnetized, laura veirs




[e sai um draft de 3/15/08]


# V, da série [“I've heard of a man who says words so beautifully that if only he speaks their name, women give themselves to him.”]*








*Leonard Cohen


edit post

[universo paralelo/narcótico ou ajudinha ao entorpecimento]


‘... And if a double-decker bus crashes into us to die by your side, is such a heavenly way to die and if a ten-tonne truck kills the both of us to die by your side well the pleasure, the privilege is mine… take me anywhere, I don't care, I don't care, I don't care’





[Crash ou acontecimentos edificantes]


21.30 curva em frente ao restaurante David da Buraca, eu no smart e um articulado da carris, no momento o zach diz: “I'd bury my dreams underground as did I, we drink to die, we drink tonight”…

os pensamentos flutuam entre o divórcio dos meus pais; a minha condição profissional; a venda da nossa casa; a segunda parte do seminário (60 minutos absolutamente intragáveis, entre testemunhos e momentos de auto promoção roubados à força pelos colegas ‘os profissionais do ensino’ aqueles que entram numa sala de aula todos os dias!!...); o telefonema que não fiz para partilhar o sonho da noite anterior: entre gargalhadas verdadeiramente sentidas, um dente partido e uma colher de arroz de feijão (estes sonhos pela sua peculiaridade estão todos devidamente registados...um dia quem sabe); as telas que me faltam terminar até ao final da semana; a consulta de terça-feira; tu que me esperas para jantar... o resto da vidinha, e o que não me apetece....não me apetece sentir, a continuar assim ainda cuspo o coração pela boca!!

pronto, poderia ter sido pior.

a sensação de que se pode morrer dentro de uma caixa de lata e vidro não é muito diferente da sensação de que se pode morrer quando tranquilamente lemos um livro ou contemplamos uma coisa bela... estamos sempre prontos para morrer... morreremos ponto. e nenhuma vida ou a hipótese de viver outra e outra vez anula esta terrível angústia de (im)possibilidade.


agora mesmo lembrei-me do que me dizia a S. a propósito do nascimento do J. "tudo mudou, tenho a sensação de que todas as possibilidades são possíveis", estará ela a falar de quê?

... isto um dia há-de fazer algum sentido. e importará?




[do gasto ou the softness of darkness]

[exercício: movimento/agitação e vontade]

[continuous mood]



'No me oculto sólo me guardo de tanto ruido'


Paulina, aqui
















"Planet Earth is blue
and there’s nothing I can do"











[knocking on heaven's door ou do cansaço extremo]



That cold black cloud is comin' down
Feels like i'm knockin' on heaven's door...



por aqui, ouve-se isto







era uma vez...




uma VW, tu, eu e a cachopa, a caminho de Sines para assistir a um concerto que se antecipava memorável...





It's with great regret that I have to tell all of you that Beirut is canceling their summer European shows. My reasons for doing this are many, a lot of them personal, but I still feel I need to provide something of an explanation. (...)
It's come time to change some things, reinvent some others, and come back at some point with a fresh perspective and batch of songs. Please accept my apologies. I promise we'll be back, in some form. Zach


Dei-te o meu corpo como quem estende
um mapa antes da viagem (…)



Mas, afinal, foste tu que desenhaste mapas
nas minhas mãos

Maria do Rosário Pedreira

[SOIESILENCE]

“Poder-se-ia dizer que é uma história de amor, mas se fosse apenas isso não valeria a pena contá-la.Tem a ver com desejos e dores, que se sabe muito bem o que são, mas um nome verdadeiro para os dizer, não há. De qualquer forma, não é amor - isto é algo de antigo quando não há um nome para dizer as coisas, então usam-se histórias. (...)

Todas as histórias têm a sua música própria.
Esta tem uma música branca.
É importante dizê-lo porque a música branca é uma música estranha, às vezes desconcertante: toca-se baixinho e dança-se devagar.
Quando bem tocada é como ouvir tocar o silêncio, e os que a dançam como deuses parecem imóveis ao olhar.
É algo sobremodo difícil a música branca. Mais a acrescentar não há.”

Alessandro Baricco

os percursos pedestres do Vale glaciário do Covão Grande e Vale glaciário de Loriga são lixados!

mas o que se segue só mesmo um visionário...

[POSTCARD FROM

Al Mamlaka al-Maghrebiya]







obrigada!


uma das minhas favoritas para ti :)








[de quando, assim de repente, lemos o que não queremos ou do dedinho na ferida...]



"Nunca tivemos tempo, não é, uns para os outros, e agora é tarde, estupidamente tarde, ficamos assim a olhar-nos, ausentes, estrangeiros, cheios de mãos supérfluas sem bolsos para ancorar, à procura, na cabeça vazia, das palavras de ternura que não soubemos aprender, dos gestos de amor de que nos envergonhamos, da intimidade que nos apavora. (...) Nunca é agora entre nós*, é sempre até domingo, até sexta, até terça, até ao próximo mês, até para o ano, mas evitamos cuidadosamente enfrentar-nos, temos medo uns dos outros, medo do que sentimos uns pelos outros, medo de dizer Gosto de ti."


*esta frase transporta-me para a comoção que sinto cada vez que oiço isto:
"Intimacy is when we're in the same place at the same time dealing honestly with how we feel, and who we really are".


in, Explicação dos Pássaros, António Lobo Antunes

[mundanismos]


enquanto preparava o almoço de hoje, lembrei-me: Páscoa, Páscoa-cabrito, cabrito-bicho. ora nem só de bicho vive o homem. seitan com ameixa no forno, não? hum? fica a ideia... e a receita:



Ingredientes: 500 g de seitan. ameixas pretas secas. vinho branco. sal, azeite e pimenta. 6 dentes de alho. 2 folhas de louro e alecrim
Abrir o naco de seitan como se fosse um livro, temperar a parte interna com sal e pimenta. Cozinhar as ameixas e o vinho durante 20 minutos. Retirar as ameixas e reservar o vinho, eliminar os caroços e colocar a fruta sobre o seitan, enrolando-o e amarrando-o. Colocar um pouco de azeite numa frigideira e dourar o seitan. Retirar e colocar numa travessa de forno. Regar com o vinho reservado, colocar os temperos por cima e levar a assar em forno médio por 1 hora. Servir em fatias regando com o molho.




e agora vou andando, au-devant de la neige qui tombe...


one last dance because springtime is coming!

Boa Páscoa.

[corrimento mucoso, ou da purgação]



há momentos em que só queria sentir [outra e outra vez], o calor e o cheiro da sua pele. aconchegar a sua cabeça no meu regaço nu e ficar. tentar abrandar a aridez da poeira do deserto. lembro-me, aqui e agora, do toque das minhas mãos nas suas.


as redes são passageiras arquitecturas da fuga’*

esta não é quem eu queria ser é quem sou.

* Jorge Palma

[das águas de março
ou
d'esperança de vida no meu coração]




What do pomegranates taste like?






Can you eat all the seeds?


[dativa]




Nasceu.

Ver-vos foi mais ou menos assim…




extraordinariamente comovente.






Gustav Klimt, The Three Ages of Woman, 1905 [detail]







[That’s amazing or what?
ou ladybug no hiper
ou momentos em que fazia jeito uma cam.]

Detesto fazer compras, qualquer tipo de compras (sim, até comprar sapatos!). Mas quando tem de ser – hipermercado, carrinho, lista, mp4 ligado – preparada, here i go! Na bancada dos legumes pego num molho de agrião, e oiço o tio tom que diz: “you can never hold back spring remember everything that spring can bring”, e lá andava ela por entre as folhas, vestida de um vermelho escarlate brilhante.... “Baby you can never hold back spring” Indeed!! Afinal, hoje até nem foi assim tão chato!


nice weekend ;)

[sweets for my sweet, sugar FROM my honey
ou o que eu quero é one last gift]


extra EXTRA EXTRA



descobri, via margarete, que este senhor actuará em Portugal dia 19 de Julho.
(oh mãezinha, e eu que já gastei o trunfo do SOS Health Care, and now?)



resta-me um golpe ferozmente baixo (por Leonard Cohen ao vivo vale tudo), então cá vai (que eu seja castigada se quero pressionar ou impressionar alguém):


mas por nove anos de dedicação, amor e carinho (trabalho árduo, portanto) esta seria uma recompensa à altura.



Dusk is dawn is day
Where did it go?
...
Fast and slow
Moving in a still frame






Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros,
Março 2008




[PUB ou da crença]




às vezes, tu dizes-me:


... e eu acredito.


amanhã é o dia?









[SOS Health Care Post]


alice, por razões de natureza profissional e monetária não assistirá, a 21 de Abril, a isto:




porque o rasgo emocional será considerável,

foram tomadas medidas no sentido de atenuar os danos.

Assim, a 26 de Maio, assistirá a isto:





mas por uma questão de precaução,

alice deixa aqui o alerta (atenção aos mais preocupados com a sua saúde!)

para a necessidade de um reforço, isto é, assistir a 24 de Julho, a isto:




[not unbirthday]



today we have tea



and chocolate cake





but

Today is not a unbirthday day





today is a teguerinta e teguês birthday boy :)






[assim, de repente, neste dia azul]



apetecia-me, sozinha, a tarde toda na gulbenkian ou em belém!


até logo :)












[You Can Never Hold Back Spring*]





You can never hold back spring
You can be sure, I will never stop believing
The blushing rose that will climb
Spring ahead, or fall behind
Winter dreams the same dream, every time
Baby, you can never hold back spring

And even though, you've lost your way
The world is dreaming, dreaming of spring
So close your eyes, open your heart
to the one who's dreaming of you
and, you can never hold back spring
Remember everything that spring can bring

Baby you can never hold back spring
Baby you can never hold back spring


*Tom Waits



Eu sei, não te conheço mas existes.

(...)

Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.


Não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos

sobre a tua nudez


como uma sombra no deserto.


Joaquim Pessoa



[AS DOZE PALAVRAS]





resiliência, (assim sem grandes considerações) porque implica ferida, tensão e vontade.
Francis Bacon, [one of ]Three Studies for Figures at the Base of a Crucifixion,1944


olhar, porque depois das mãos é o que me cativa.


ventania, porque assim é metade de mim.


criaturas, porque temos tanto de estranho quanto de belo.
e (para o bem e para o mal) é nelas que imprimimos aquilo que apenas a nós pertence.




terebintina, porque adoro o seu odor intenso a pinho.


visceral, porque se não nos toca as entranhas não existe ou não acontece.

indizível, sem porquês.



metamorfose, porque implica movimento, transformação.

terra, molhada ou seca. porque adoro andar descalça e senti-la nos pés.




pele, porque é o contorno da corporeidade. o maior lugar de inscrição.
aurora boreal, porque um dia espero contemplar este fantástico fenómeno.


qualquer adjectivo seguido do sufixo ‘mente’. gosto, evidente-mente, de advérbios. surpreendente-mente não sei explicar porquê!


exercício difícil este.
Su, sem qualquer ordem de preferência aqui ficaram as 12 palavras eleitas.






[my bird man]




primeira tentativa...




um belíssimo voo rasante!




PARABÉNS!




# IV, da série [“I've heard of a man who says words so beautifully that if only he speaks their name, women give themselves to him.”]*





*Leonard Cohen






[sense of touch]



Graham: I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something.

Crash, 2004


PARABÉNS belíssima da titia :)







para ti, o teu azul





e para rirmos e dançarmos muito, como sempre...


















# III, da série [“I've heard of a man who says words so beautifully that if only he speaks their name, women give themselves to him.”]*







00.59 only, mais seria pura mutilação




*Leonard Cohen





[cold water]



Celine: I guess when you're young, you just believe there'll be many people with whom you'll connect with. Later in life, you realize it only happens a few times.
Jesse: And you can screw it up, you know, misconnect.
Celine: The past is the past. It was meant to be that way.
Jesse: What, you really believe that? That everything's fated?
Celine: Well, you know, the world might be less free than we think.
Jesse: Yeah?
Celine: Yeah, when given these exact circumstances, that's what will happen every time: two parts hydrogen, one part oxygen, you get water every time.

(…)

Celine: There are so many things I want to do, but I end up doing not much.



Before Sunset, 2004






[uma casa]

Encontrámo-la por acaso, avistámo-la do miradouro da praia de São Bernardino, e entre especulações imensas sobre o estar habitada, poder ser visitada, etc lá fomos procurar chegar mais perto. E é muito fácil, os portões estão abertos o caminho desimpedido e para além de uns cavalos aqui e ali não encontramos mais nada. Chegámos… e ali estava ela majestosa no cimo da arriba de frente para o azul!








Quinta do Gato Cinzento, São Bernardino - Peniche, Fevereiro 2008




“Quinta do Gato Cinzento” diz-se que é a habitação mais cobiçada do Concelho de Peniche, tem uma localização privilegiadíssima, está abandonada e envolta em grandes mistérios e especulações.


definição à tarde num domingo* [ontem]





amor: pela enésima vez, fecha
e abre os olhos.


*Bruno Béu, aqui


[balance]
























Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.

- Como quereis o equilíbrio?

David Mourão-Ferreira

























entre o dentro e o fora [uma espessura significante]







Sentada procura ler, mas os bancos de madeira, os azulejos com um querubim de olhar triste distraem-na, e de repente, vê os velhos. A sala está cheia de velhos! Cansados, com tosse, dormindo – “a nossa pele fica tão enrugada” – pensa.
O enfermeiro passa por ela novamente, desta vez fita-a e ela retribui-lhe o olhar – “como são bonitas as suas mãos!” – pensa. Gosta de mãos de pele morena e dedos esguios.
E depois os velhos, outra vez os velhos – as mãos cheias de manchas, os nós dos dedos mais salientes, a pele enrugada que reclama um tempo, um tempo de inscrição, e tanto excesso parece revelar-se quase transparente!...
Senha 51.






[corrimento mucoso, ou da purgação]







...
ele: essas situações são arriscadas, “a ocasião faz o ladrão”.
eu: mas o que é que tu estás a dizer?
ele: que existem situações que podem influenciar o desenvolvimento de determinados acontecimentos, e tu és muito humana.
eu: ...hum...muito humana? queres dizer pecadora?
...










[universo paralelo]








E se

Formulássemos os desejos que desejamos

E se os caminhássemos de pés húmidos...*




Voltar a casa sem pensar
Deixar a luz entrar

Encontrar
Poder encontrar
Todas as coisas que eu não soube dar

a casa, Rodrigo Leão


* palavras rapinadas à margarete






[Heidegger, The special One, a teoria da complexidade e a minha ignorância]



olhando para os volumes que trazia na mão, exclamei: ‘vais comprar esse livro?? sobre o Mourinho??porquê??’

ele, com a tranquilidade que lhe é tão característica, responde: ‘porque a questão do paradigma da complexidade me interessa.’

......

interrompendo a sua e a minha leitura,

ele: ‘desculpa, então se, “ser-no-mundo é a constatação de que acção é primária, no-mundo estamos sempre e já envolvidos , a agir.” isso implica que estamos sempre a agir sem necessariamente reflectir no que estamos a fazer? então e quando ponderamos as nossas escolhas, isto também se aplica?’

eu: [espantada, até gaguejei (sim, porque afinal, ele estava a ler “aquele livro”)] '... sim..., ... sim, mesmo quando decides por um caminho pode surgir sempre algo que pode não ter sido ponderado e aí, reages. A nossa relação primária com o mundo é de utilidade.'

ele: 'pois, também já li essa questão da utilidade, e gostava de discutir aqui uma coisa...'


.......

útil-útil-seria-eu-reduzir-a-minha-arrogância!

Oh sailor

i'm building memories on things we have not said*



* The first taste, Fiona Apple



[this is my picture of you]





revival demands sacrifice




o mote é banal: "haja saúde, alegria, entrega e coiso e tal",

mas convencer-me do contrário é difícil!

BOM ANO!



[Mater]







"Estou sentada na margem do rio [...]
estou sentada sobre as ervas.
Estico o braço e toco as águas que se aproximam da margem para falarem comigo.
Mergulho os dedos e a água é fresca.
Ouço as palavras serenas que a água me diz.
[...] O corpo do rio agita-se lentamente.
Todo o seu corpo é de água.
O rio é sempre jovem.
Podem passar séculos.
Pode passar toda a eternidade.

O rio é sempre jovem."


José Luis Peixoto, Cal







hoje, na caixa do correio...

um livro e um postal,
deixaram uma alice encantada :)


Muito obrigada Su.












Aqui deseja-se a todos,

a Merry Little Christmas :)

C. Dezembro 2007




"HOJE, O ENJOO, A NÁUSEA, A AGONIA
[DO TEMPO...]


Curvo-me perante o espelho,
NÃO QUERO TER A TERRÍVEL LIMITAÇÃO
dos dias, e ainda assim,
I A M NOT CONCERNED WITH VERISIMILTUDE....

Com toda a serenidade escrevo:
"MENINA BONITA, ESTE POST É PARA SI"
e espero tornar mais brando o ardor
DA ESPUMA NA CARNE da menina criança, que ainda sonha.

Resgatada desta serenidade pelo eco de uma verdade nua e crua, que persiste em soar cada vez mais alto:
“E PERSUADIA-SE DE QUE ERA EQUILÍBRIO A FENDA QUE, EM SI MESMA, ASSIM ABRIA.”
Deixo-me ir...





Olho-me no espelho em queda lenta...
Afundo-me...
Afundo-me... lentamente e não faço nada para o contrariar
Quando quase chego ao fundo sou surpreendida pela emergência de uma [ODE to him]

sem perceber como, sou trazida à superfície abruptamente,
incompreensivelmente,



vejo-me de novo, curvada, prostrada, e ainda assim, insisto nas palavras:
... IN A MANNER OF SPEAKING
a imagem difusa no espelho apela-me:
NE DIS RIEN"






com os últimos 10 títulos,
um grande esforço em resposta ao teu desafio Su :)














Ne dis rien



... in a manner of speaking



I just want to say

That just like you I should find a way

To tell you everything

By saying nothing




[In a Manner Of Speaking, Winston Tong - Tuxedomoon] Acoustic Cover











[ODE to him]







Se as letras de paixão
couberem dentro das palavras transversais
e das frases alternativas
beijar-te-ei com o mesmo afinco
da palavra assombroso,
do significado de fantástico
e tocarei com a minha língua
no céu da tua
boca.






e persuadia-se de que era equilíbrio a fenda que, em si mesma, assim abria.





quando o corpo era já só um excesso que lhe pesava e,


em baixo,


havia aqueles que a olhavam,


do topo do seu prédio,

ela não caía,


voava.












rute mota in, minguante




da espuma na carne*





*a maior parte das vezes sem galochas.




este blog é a relação do que se faz ou do que sucede nos meus dias
um diário, portanto.


sobre mim, para mim...

e para mais uns quatro ou cinco que andam por aí.







em resposta à questão do tratado


menina bonita, este post é para si.



"I am not concerned with verisimiltude....
I am not concerned with capturing reality,
I'm concerned with creating it myself. "


The Wizard of Oz, 1956, 1994
from the offset photograph series Scarred for LifeText from image:
"He was playing Dorothy in the school's production of the Wizard of Oz.
His father got angry at him for getting dressed too early."



via C








não quero ter a terrível limitação


de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.






eu não:

quero é uma verdade inventada.

Clarice Lispector














[do tempo...]


hoje, o enjoo, a náusea, a agonia.



Ele: conhecias o J. do nosso curso?
Eu: sim, claro!
Ele: não tenho outra maneira de te dizer isto...Ele deu um tiro na cabeça.
____________________________________________________________.








[Who’s there? Quem está aí?] *



quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
21:30, teatro maria matos, plateia, segunda fila, lugar B-3

Abstraio-me das pessoas à minha volta, sustenho a respiração e aguardo... na escuridão ouve-se o sussurrar da pergunta: Who’s there? Quem está aí?

os actores surgem de costas voltadas para o público de frente para os espelhos, procurando-[se] por detrás das máscaras... é assim que começa e termina a encenação de João Mota.

o espaço vazio, os despojados pés nus dos actores, uns comediantes com flautas...

estamos em Elsinore.



não há Diogo Infante mas um Hamlet que representa as nossas contradições e angústias...


[Qual é então a essência do seu Hamlet?
Prende-se com aceitar algo que para mim é complicado e se relaciona com as minhas limitações, não só as cognitivas mas sobretudo as físicas. Com a minha finitude, a minha mortalidade. Relaciona-se com a consciência de que a minha essência se esgota no acto da morte. Hamlet violenta-se e obriga-se ao confronto com essa realidade. A partir do momento em que ele reconhece que nunca mais vai ver o pai tem, em termos simples, duas opções: ou age e mata, ou mata-se porque então nada faz sentido.]

in, Jornal Letras 13 Set. 2007


«Vai procurar a minha senhora e diz-lhe que, por mais pintura que ponha no rosto, é a este estado que irá chegar. Fá-la rir disso.»


*estamos todos juntos a representar no mesmo palco!



Teatro Maria Matos - Hamlet, de William Sakespeare, com encenação de João Mota. Tradução de Sophia de Mello Breyner.
Com:Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, José Oliveira, José Pedro Caiado, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira.






psst you...


nunca te disse, pois não?






“Quando o primeiro contacto com algum objecto nos surpreende e o consideramos novo ou muito diferente do que conhecíamos antes ou então do que supúnhamos que ele devia ser, isso faz que o admiremos e fiquemos espantados com ele.

E como tal coisa pode acontecer antes que saibamos de alguma forma se esse objecto nos é conveniente ou não, a admiração parece-me ser a primeira de todas as paixões.
E ela não tem contrário, porque, se o objecto que se apresenta nada tiver em si que nos surpreenda, não somos emocionados por ele e consideramo-lo sem paixão.”

René Descartes, in 'As Paixões da Alma'



está dito então!

e fica aqui acompanhado de beirut porque hoje, por tua causa, tocam non stop na grafonola :P

e se, por acaso, alguém nos oferece um SORRISO?





ficamos grandes, GIGANTES!




# II, da série [“I've heard of a man who says words so beautifully that if only he speaks their name, women give themselves to him.”]*









*Leonard Cohen


[ODE to him]




Alfazema: Lavanda angusti[foli]ada. O teu peito sabe a alfazema.
Não consigo repousar os meus cabelos, líquenes atormentados, mas
tu afaga-los e eles cedem ao sono. Perguntas-me pelo meu peito.
Esconde-se na tua alfazema.

Tratado de Botânica, Joana Serrado



alice em modo muito envaidecido,





volta às aulas nesta casa,



e é,orgulhosamente, colega de alguns ex-alunos :):):)





O
Sinto que algumas partes do meu corpinho foram violentamente forçadas!

Seguro escolar 2007/2008 : 1.50 €
Custo Administrativo (leia-se um boletim de inscrição de UMA página): 23.50 €
Propinas 1º semestre 2007/2008: 450.00 €
Pedido de creditação: 25.00 €





[My body is a cage*]





*Arcade Fire







PEQUENO CONFRONTO
QUE NAO RESULTA EM VENCEDOR


Tod und Madchen (Mann und Madchen), EGON SCHIELE

Todos os pares representam a encenação da vida e da morte.
Podem alternar entre si os papéis, mas não há situação alter-
nativa. Aleluia num beijo de agonia num beijo de aleluia.
Uma alternativa aqui seria um escândalo universal. A encena-
ção, porém, não é clara, os papéis não são evidentes nos corpos.

Die Windsbraut, OSKAR KOKOSCHKA

Uma mulher dorme sobre um coração revolto. Uma mulher
de olhos fechados para a sua própria nudez, bela, nua, bela.


Egon Schiele, Dead Girl. 1910

Um homem cheio de músculos. Um homem sem posição.


Egon Schiele, Standing Male Nude with Red Loincloth, 1914

E o vento, uma divindade menor, misturando-os, descuida-


Egon Schiele, Embrace. 1917

damente. Um coração revolto nas demoradas pálpebras de
uma mulher.




Vasco Gato, A prisão e a paixão de Egon Schiele







Há dias assim, cheios de palavras que nos beijam *


Parabéns amiga, cá o esperamos com muito amor para dar.


* Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca. Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca.

Alexandre O'Neill


para ti, hoje, as palavras...



Ela disse: Sou uma cidade esquecida.
Ele disse: Sou um rio.

Ficaram em silêncio à janela
cada um à sua janela
olhando a sua cidade, o seu rio.

Ela disse: Não sou exactamente uma cidade.
Uma cidade é diferente de uma cidade esquecida.



Ele disse: Sou um rio exacto.

Agora na varanda
cada um na sua varanda
pedindo: Um pouco de ar entre nós.
Ela disse: Escrevo palavras nos muros que pensam em ti.
Ele disse: Eu corro.

De telefone preso entre o rosto e o ombro
para que ao menos se libertassem as mãos
cada um com as suas mãos libertas.
Ela temeu o adeus, disse: Sou uma cidade esquecida.
Ele riu.



Filipa Leal, A cidade líquida e outras texturas









# I, da série [“I've heard of a man who says words so beautifully that if only he speaks their name, women give themselves to him.”]*











*Leonard Cohen







[arquitectura interna]


"Qual a diferença entre um crime realizado e outro imaginado, saboreado, amado, mas não cometido? A seguinte: o primeiro já não poderá não ser, o segundo deixa a ilusão de não ter perturbado a nossa natureza. Em consciência, deveriam provocar em nós o mesmo remorso; mas não sucede assim porque, no segundo caso, nada nos impede de voltarmos a ser o que éramos anteriormente."


Cesare Pavese- O OFÍCIO DE VIVER




«Hoje acordei sem silêncio no peito.





Deixei queimar a pele no duche para me certificar que existia.»


Olga Roriz, Coreógrafa*




*in, um minuto de silêncio aqui via letras de babel

[de volta a casa, ponto de situação da nossa silly season]



em Junho, tínhamos percebido a ideia corrente de que no Douro nos sentimos mais perto dos deuses...


o cheiro intenso do rosmaninho


estrada Mogadouro-Miranda do Douro, Junho 2007



o vermelho das papoilas



percurso pedestre Miranda do Douro- São João das arribas, Junho 2007




as escarpas e precipícios de xisto e quartzito




arribas do Douro zona do Picote, Junho 2007


uma paisagem rude e imponente tantas vezes decorada pelas copas de laranjeiras, limoeiros, olivais e vinhas


início do percurso pedestre Vale da Ribeira do Mosteiro, Junho 2007




Penedo Durão, Junho 2007




desta vez, perdidos entre paisagens graníticas







percurso pedestre Agarez-Arnal, Agosto 2007


aldeias dominadas pelo xisto e colmo






aldeia de Ermelo, Agosto 2007



aldeia de Lamas de Olo, Agosto 2007



uma barreira de quartzitos que origina um degrau geológico que nos impressiona verdadeiramente




Quedas de água das Fisgas do Ermelo, Agosto 2007





cascatas e rios de águas límpidas

cascata do arnal , Agosto 2007





rio Olo e ponte medieval, Agosto 2007


descobrimos lugares e gentes não menos imponentes e generosas.

[custa tanto voltar a Lisboa...mas em Setembro há mais :)]

Fotografias de P. e C.





vamos andar perdidos algures por aqui





depositaremos a carcaça aqui




BOAS FÉRIAS :)











[sinner]














Strange infatuation seems to grace the evening tide.
I'll take it by your side.
Such imagination seems to help the feeling slide.
I'll take it by your side.
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies.
I'll take it by your side.
Oversaturation curls the skin and tans the hide.
I'll take it by your side.



tick - tock, tick - tock, tick - tock
tick - tick - tick - tick - tick – tock




I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all



I...




Take the plan, spin it sideways.


I...




Fall.




Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.


Take the plan, spin it sideways.



Without you, I'm nothing at all.



Placebo (and David Bowie)
























nesta noite estás como anúncio PRECISA-SE na página


gasta da minha pele


Vasco Gato, A prisão e paixão de Egon Schiele









Pavlov's Bell
























"Fragile
Like a baby in your arms Be gentle with me I'd never willingly
Do you harm Apologies
Are all you seem to get from me
But just like a child You make me smile When you care for me
And you know...
It's a question of lust
It's a question of trust
It's a question of not letting What we've built up Crumble to dust
It is all of these things and more That keep up together Independence Is still important for us though (we realise) It's easy to make The stupid mistake Of letting go (do you know what I mean)
My weaknesses You know each and every one (it frightens me) But I need to drink More than you seem to think Before I'm anyone's And you know... It's a question of
lust
It's a question of trust
It's a question of not letting
What we've built up
Crumble to dust
It is all of these things and more That keep up together
Kiss me goodbye When I'm on my own But you know that I'd Rather be home..."
















[the little space]









Celine: I believe if there's any kind of God it wouldn't be in any of us, not you or me but just this little space in between. If there's any kind of magic in this world it must be in the attempt of understanding someone sharing something. I know, it's almost impossible to succeed but who cares really? The answer must be in the attempt.



Before Sunrise, 1995













[prelúdio]












[evidentia]





"(...) Quando se atira uma pedra de maneira a que ela roce a superfície da água, a pedra pode fazer alguns leves ricochetes mas, mal pára de saltar, é imediatamente devorada pelas profundezas (...)."

Soren Kierkegaard





hoje, ao ler-Te...






stiller ozean




apeteceu-me deixar ficar a tocar baixinho:










Post editado depois do telefonema que me deixou um "amargo-doce" na boca:

oh tu pá... tu 'táza ouvir o que diz o Jorge ali em baixo? ;)





[a pergunta do Tiago]


a dúvida persiste há anos, a inquietação voltou a instalar-se há meses. o que fazer? trabalhar, trabalhar muito, ocupar a cadência das horas, empurrando a questão "lá para a frente"... e contudo, todas as tentativas de distracção me precipitam para ela.

fim de tarde, torre central da f.c.s.h, 2º andar, sala 6, primeira sessão do curso - leitura do texto “A pergunta do Tiago” de Ann Margaret Sharp:

[Excerto do texto traduzido pela profª Dina Mendonça
«(...) Olho para o professor João que me pergunta,
“Tiago, ouviste alguma coisa da história que eu contei?”
“Não. Estava a pensar na professora Marta”.
“Mas eu já te disse que ela está bem, só que está a tomar conta do bebé dela”.
“Porque é que as pessoas têm bebés?” pergunto-lhe.
“Isso é uma pergunta muito interessante Tiago...” começa a dizer o professor João. (...)»
]

Exercício: que perguntas nos suscita o texto. Uma única, a do Tiago.















hoje venho apenas dizer o quanto VOS QUERO BEM ;)


"Tudo o que vi, estou a partilhar contigo.

O que não vivi, hei-de inventar contigo".




a black version of Google?!

saving energy and being more environmentally friendly :)




«How is Blackle saving energy?
Blackle saves energy because the screen is predominantly black. "Image displayed is primarily a function of the user's color settings and desktop graphics, as well as the color and size of open application windows; a given monitor requires more power to display a white (or light) screen than a black (or dark) screen." Roberson et al, 2002
In January 2007 a blog post titled Black Google Would Save 750 Megawatt-hours a Year proposed the theory that a black version of the Google search engine would save a fair bit of energy due to the popularity of the search engine. Since then there has been skepticism about the significance of the energy savings that can be achieved and the cost in terms of readability of black web pages.
We believe that there is value in the concept because even if the energy savings are small, they all add up. Secondly we feel that seeing Blackle every time we load our web browser reminds us that we need to keep taking small steps to save energy.



How can you help?
We encourage you to set Blackle as your home page. This way every time you load your Internet browser you will save a little bit of energy. Remember every bit counts! You will also be reminded about the need to save energy each time you see the Blackle page load.
Help us spread the word about Blackle by telling your friends and family to set it as their home page. If you have a blog then give us a mention. Or put the following text in your email signature: "Blackle.com - Saving energy one search at a time".
There are a lot of great web sites about saving energy and being more environmentally friendly. They are full of great tips covering the little things that we can all do to make a difference today. Try Blackling "energy saving tips" or visit
treehugger.com a great blog dedicated to environmental awareness.»
















Outside
The circus gathering
Moved silently along the rainswept boulevard.
The procession moved on the shouting is over.
The fabulous freaks are leaving town.


They are driven by a strange desire
Unseen by the human eye.
The carinval is over.




















um exagero...






da maior demonstração de carinho à mais pequena desatenção.
da maior à menor expectativa.


tudo em mim, assiduamente, se torna exageradamente exagerado.

"Trago sangue para os vossos olhos...



Tenho artérias que se descosem e me cospem dentro de mim mesmo.


Não projecto nada na minha tela.
Eu sou a tela. Eu sou a luta das cores por um diafragma de beleza".

Vasco Gato, A PRISÃO E PAIXÃO DE EGON SCHIELE










last night [REM]




conteúdo manifesto: “eu e o j. - ele olha-me de uma forma tão intensa que parece conhecer-me desde sempre.
eu, naquele momento, sou invadida por um aperto no peito, mingo, sinto-me verdadeiramente pequena de tanto que gosto dele – sorrimos.

Depois rimos, rimos, rimos muito.”


...conteúdo latente (sem que isso tenha alguma importância de maior): devo estar deveras condicionada pela expectativa de receber um dos seus gulosos beijos com baba de rebuçado!
















kinematic grave by Guilherme Machado Vaz



















PARABÉNS a nós [19.06.99],
pelo risco, pela persistência, pela coragem, pela autenticidade,
por acreditarmos que, de um modo geral,
não podemos adiar o amor para outro século*









* António Ramos Rosa, Não posso adiar o amor



[ODE to him]





un ruego en la boca...





y un ruego en el alma...















30 mais um...

and I Don't Want To Grow Up














Nota especial para pessoas especiais (os meus meninos, claro):

muito, muito agradecida pela surpresa! :)






o momento da noite de ontem...




Quiet
quiet down she said
speaking to the back of his head
on the edge of her bed
i can see your blood flow
your cells grow
hold still a while
don’t spill the wine
i can see it all from here
i can see
i can see
weather systems of the world
and every time you turn the soil
another cloud begins to boil
some things you say
are not for sale
i would hold that we’re
all free agents
of a substance or scale
hold still a while
don’t spill the wine
i can see it all from here
i can see
i can see
weather systems of the world


Andrew Bird






o estado deste blog...


[contagem decrescente]











You look like... a perfect fit, for a girl in need... of a tourniquette.





...25 de Julho no Coliseu :)














[ Liliput? ]






The little girl...























'Tudo que capta precisamente a realidade é macabro.


Afinal, nascemos para morrer".










Francis Bacon, por Dmitri Kasterine (1979) e por si mesmo (1971).











[ DROPS ]




“Choveram, naquela tarde, pétalas murchas e flores inteiras, quase frescas,
caindo muito devagar – porque as corolas vinham rodopiando no ar, em festa,
como se uma mão invisível as estivesse fazendo rodar no céu, uma por uma.

Os que assistiam ao inusual dilúvio florido tinham lágrimas nos olhos,
mas não se podia dizer se era de felicidade ou de algum efeito daninho da luz do sol,
por se estarem esforçando a olhar o firmamento para verem a precipitação das flores.(...)

a rara chuva de flores era realmente assombrosa (...)”

O Profundo Silêncio das Manhãs de Domingo, Manuel Jorge Marmelo

Claro que se tem medo que alguém nos entre pelos olhos.
Mas podes arder. Para a tua temperatura sou mercúrio, li-
nhas de mão, lábio e sopro. Atravesso-te porque me atra-
vessas e onde somos corsários rendemo-nos ao encanto da
devolução.




Tu e eu à porta de um lugar que vai fechar tudo numa árvore.
Aqui onde os minutos são a rua em que nos sentamos toda
a tarde à espera do silêncio, onde o teu corpo pesa a me-
dida exacta do meu desejo.






Sou um animal. Necessito diariamente da transfusão de uma
enorme quantidade de calor. Tocas-me?






Photos Jan Saudek
Vasco Gato, A Prisão e Paixão de Egon Schiele







Ashes and Snow







If you come to me at this moment
Your minutes will become hours
Your hours will become days
And your days will become a lifetime
To the Princess of the Elephants (…)

I saw promises I did not keep
Pains I did not sooth
Wounds I did not heal
Tears I did not shed
I saw deaths I did not mourn
Prayers I did not answer
Doors I did not open
Doors I did not close
Lovers I left behind
And dreams I did not live
I saw all that was offered to me,
that I could not accept
I saw the letters I wished for,
but never received
I saw all that could have been,
but never will be
An elephant with his trunk raised
is a letter to the stars
A breaching whale is a letter
from the bottom of the sea
These images are a letter to my dreams (…)

I want to see through the eyes of the elephant
I want to join the dance that has no steps
I want to become the dance
I can't tell if you are getting closer or farther away
I long for the serenity I found
when I looked upon your face
Perhaps if your face could be returned to me now,
I would find it easier to recover
the face I seemed to have lost
My own

Feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

feather to fire
fire to blood
blood to bone
bone to marrow
marrow to ashes
ashes to snow

The whales do not sing because they have an answer.
They sing because they have a song.
What matters, is not
what is written on the page,
what matters, is
what is written in the heart.

So burn the letters
And lay their ashes on the snow
At the river's edge
When spring comes and the snow melts


Return to the banks of the river
And reread my letters with your eyes closed
Let the words and the images
wash over your body like waves
Reread the letters,
with your hand cupped over your ear
Listen to the songs of Eden
Page, after page, after page
Fly the bird path
Fly
Fly
Fly








Ashes and Snow.org


The Animal Copyright Foundation












38º 44'34.13'' N

9º 12'27.76'' W









It never stops at all...











There is that in me-


I do not know what it is-

but
I

know
it is in me.


in, "Song of Myself" Walt Whitman



ao Tiago,
(ao meu aluno Tiago Mansilha)

Estamos no ano da graça de 2007,

hoje, enquanto revia o seu texto:

"Nenhum homem é uma ilha, disse John Donne, mas atrevo-me humildemente a acrescentar: nenhum homem e nenhuma mulher é uma ilha, mas cada um de nós é uma península, com uma metade unida à terra firme e a outra a olhar para o oceano."
Quando li este excerto do livro Contra o Fanatismo de Amos Oz, estava dentro de um autocarro apinhado de gente trabalhadora, de ar cansado, silencioso (ou silenciado), olhares distantes e totalmente absortos do mundo. E dei por mim a pensar..."Cada homem é realmente uma península. Este gajo tem razão. Mas se assim o é, estes seres não são Homens." Existe alguma humanidade nesta vida pendular das cidades? (...)»]


não consegui deixar de pensar nas palavras de Cesariny:



"Há uma hora, há uma hora certa
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Há uma hora, desde as sete e meia horas da manhã
que um milhão de pessoas está a sair para a rua.
Estamos no ano da graça de 1946
em Lisboa, a sair para, o meio da rua.
Saímos? Mas sim, saímos!
Saímos: seres usuais, gente gente! olhos, narinas, bocas,
gente feliz, gente infeliz, um banqueiro, alfaiates,
telefonistas, varinas, caixeiros desempregados
uns com os outros, uns dentro dos outros
tossicando, sorrindo, abrindo os sobretudos, descendo
aos mictórios para apanhar eléctricos,
gente atrasada em relação ao barco para o Barreiro
que afinal ainda lá estava apitando estridentemente,
gente de luto, normalmente silenciosa
mas obrigada a falar ao vizinho da frente
na plataforma veloz do eléctrico, em marcha,
gente jovial a acompanhar enterros
e uma mãe triste a aceitar dois bolos para a sua menina.
Há uma hora, isto: Lisboa e muito mais.
Humanidade cordial, em suma,
com todas as consequências disso mesmo
e a sair a sair para o meio da rua (...)”


Há uma hora, há uma hora certa, Mário Cesariny


Baraka III

Dúvida
de John Patrick Shanley.
1964. Uma igreja e escola católicas. Bronx, Nova York.
Um Padre é suspeito de assediar sexualmente uma criança de 12 anos.
A Madre Superiora acusa-o. O Padre reclama a sua inocência.
Será ele culpado ou inocente?

Interpretação: Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo.

Teatro Maria Matos até 06-05-2007




a inquietação...
a única prova, a convicção.
a necessidade de agir.
o peso das acções.

Acompanhado pela densidade e tensão de uma banda sonora GRANDE.

"Dúvida" - Bernardo Sassetti (Trem Azul, 2007)
01 Prelúdio
02 Realidade Mov. I
03 Dúvida Mov. I
04 Interlúdio
05 Dúvida Mov. II
06 Nocturno Para Uma História Invisível
07 Realidade Mov. II
08 Dúvida Mov. III
09 Coral
10 Epílogo

"Quem não tiver a certeza de facto nenhum,
também não pode ter a certeza do significado das suas palavras."

"Quem tentasse duvidar de tudo,
não iria tão longe como se duvidasse de qualquer coisa.
O próprio jogo da dúvida pressupõe a certeza."

Da Certeza, L. Wittgenstein

[ODE to him]




wild is the wind


wild is the wind

wild is the wind
wild is the wind


...i hear the sound of mandolins





Wittgenstein explicado às criancinhas

1.-Sentir presenças básicas: sentir acima e abaixo, à esquerda e à direita, à frente e atrás. Notar o Antes e o Depois, o Aqui e o Ali.

1.1.- E estar-se destacado no horizonte, erguido numa orientação vegetal - para a luz e o azul, escapando à treva e à terra. Sentir-se dirigido.

2.- Ver, como os animais. Numa direcção nova, que estabelece um paralelo aos pés, à lama. Igualmente sem fim - o término horizontal é o ponto imaginado para onde a visão me impele. Acolher o confronto com a outra direcção, o meu vértice, que me atrai.

2.1.- Observar a minúcia que obtenho a partir daquilo que é próximo. Coisas que identifico, coisas a que posso dar nomes. E nomes por onde as posso reconhecer. Como «cão», ou «árvore», ou «Ana», ou «Filosofia», ou «3/4», ou «Lisboa».

3.- É aqui que começo a pensar. Como utilizo eu um processo único para atribuir nomes tão semelhantes a coisas tão diferentes? E que são diferentes por tão inumeráveis razões (Quais serão? Poderei enumerá-las? Mas para que serve o número?).

4.- Pensando melhor, que posso fazer com os nomes? Falar contigo, se estiver disposto a isso (é uma forma de gastar o tempo), e dizer-te: «Gosto muito de ti», ou «Os polvos classificam-se na categoria dos octópodes», ou «Nunca mais chega, esse autocarro», ou então «Vê se te evaporas». Desde que fales a mesma linguagem.

4.1.- Senão, reservarei os nomes para uma qualquer utilização futura; se os escrever eles ficarão guardados, e o que significam. É um modo de alongar a memória - e uma forma de iludir o tempo que continua a passar. Quero dizer: uma forma de o negar: e ainda que eu não recorde, alguém recordará.

5.- Pensando melhor ainda: que faço eu quando utilizo os nomes que criei? Quero dizer, o que é que eu estou a fazer, quando faço isso? E o que é que estou a fazer, quando junto os nomes em frases? Quero dizer: de onde trago os nomes que só aparecem nas frases (se digo que «isto é aquilo», por exemplo)? Que querem eles dizer? Que quero eu dizer? Quero dizer o que penso? Aquilo que penso será aquilo que digo, os nomes? Será que penso com os nomes, quando julgo estar a pensar em meu nome?

6.- Se existe uma ética nisto, não vejo qual seja. Certas coisas não se podem dizer, têm de mostrar-se.

6.1.- Às vezes, imagino-me por detrás de um véu que transparece entre mim e o mundo. É um véu onde se encontram todos os nomes, sustentados por débeis fios que os ligam a todas as coisas; e mantidos entre si por fios ainda mais débeis. Na minha imaginação, são todos esses fios que acabam por tecer o véu, véu que me separa das coisas, coisas (o que eu vejo e quero e toco e sinto) que estão sempre para além do véu, o que me causa uma certa ânsia.

6.2.- Em suma, julgo que apenas devemos dar importância às coisas que são realmente importantes. Isto parece-me lógico. O resto não vale a pena - só motiva um esforço vazio e tonto, que sempre traz grandes confusões e sarilhos. Porque, mesmo quando nos expressamos na mesma linguagem, nem sempre falamos a mesma língua. Nem sempre partilhamos um só entendimento acerca de cada estado das coisas. E a discussão é, assim, inevitável. Parece-me mais saudável estar prevenido - ser claro em tudo na linguagem. Por higiene. Para evitar embaraços. Como o flúor afasta os germes, assim eu afastarei as expressões confusas.

6.2.1.- Por outro lado, devo ser mais construtivo e optimista. Devo encarar isto como um jogo: falamos a mesma linguagem, mas o que fazemos com ela pode não ser concordante. E por vezes, se calhar, não pode mesmo ser concordante. Podemos dar por nós, então, a meio de uma conversa de surdos; num jogo onde cada um altera a regra a cada instante. Sem possibilidade de uma saída conjunta, sem um final feliz. Uma conversa que se pode tornar interminável. E um jogo que seria o passatempo total.

6.2.2.- As combinações possíveis! O número! Tempo não me falta, para o cálculo. Se tivesse vontade, podia procurar a fórmula ideal para o jogo, a fórmula ideal para mim, o lance que me permitiria sempre a certeza da jogada porque certeza é coisa que nunca tive (conheço o nome).

6.2.3.- Ressalva. Que me queimo se puser a mão no fogo: eis o que é certeza.

6.3.- Exceptuando o que é matemático (o que se repete), sempre que falo e afirmo, o que quero dizer é que sinto que tem que ser assim. Não me tomo por um iluminado, confesso até um certo pendor para o oculto. Mas a minha tendência vertical diz-me que não e a minha tendência animal diz-me que sim. Cruzado em duas direcções, não me decido entre o meu vértice e o meu vórtice, o céu e a lama. Não sei ser herói, nem mártir, nem santo, nem herético. São assuntos sobre os quais não me pronuncio, porque suponho que aquilo de que se não pode falar deve calar-se.

7.- No fundo, além de ti não existem mistérios: somente problemas indecifráveis. Se estiver bem disposto ao jogo, e tu, podemos desenvolver um outro estado para as coisas. Podemos conversar, passar o tempo. Enfim, ter relações.

© Jorge P. Pires
(publicado originalmente no semanário Blitz nº 244, 4 de Julho de 1989)






Petição contra as mutilações genitais femininas



Jean-Marc Boujou/AP (in arquivo Dossier, Público)


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Ausência nata

Não nasci, que me recorde, de sítio algum. Se o fiz foi contra a minha vontade.



na minguante nº5: tema Ausência.

[sometimes i lost myself in a sea of pain...
but then comes the silence_________________]

Para ti,
porque em breve abraçarás novos voos...
porque, para te louvar pela coragem e dar força para o desafio,
não te poderia oferecer nada melhor...
[em modo de antecipação aqui fica:]


Andrew Bird dia 31 de Maio no São Jorge :)


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.


Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.


Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.


Pelo Sonho é que Vamos, Sebastião da Gama

se te perguntarem por nós,



sobre
que coisa fazemos quando estamos
juntos,





diz a verdade


que deslocamos os cometas sem

querer,



as estrelas para desenhos e

a lua garantindo o amor









diz a verdade sobre a intervenção
na cósmica escolha dos casais,

a obrigação de nos obedecer



não fosse o universo desentender quem

somos e favorecer a separação ou,
pior, o não nos havermos conhecido



Photos de B Berenika,
Poema de Valter Hugo Mãe,
Música de Paulo Praça do álbum "Disco de Cabeceira" (
video-clip aqui)



































PLANTAGE


Plantage is a video-clip for Danish Band "Under Byen"
(Flash Movie 4,3 MB): aqui
para ver mais: amanita design by Jakub Dvorsky and Vaclav Blin







comforting sounds
Photos: Sophie Thouvenin

ontem, no cine-teatro S. João em Palmela...



...speechless.
"Comédia de Deus" um tema acompanhado de sorrisos e cumplicidades que denunciam o prazer partilhado em palco. Contagiante.

[ODE to him]



Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar

e então são os meus
os teus dedos

e são meus dedos
a tua boca

que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca

Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde

E todo o corpo
é esse movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde

E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios

que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma
Maria Teresa Horta

[Saudades]



Ter saudades é percorrer os lugares da memória.

Hoje perdi-me
em ruas,
becos, ruelas, escadinhas e avenidas...



Cantos e recantos.
Senti os cheiros, os sabores, o frio e o quente.



Nas mãos,

sinto ainda a rugosidade das linhas.

Nas lágrimas,

bebo a alegria pelo que encontro dentro de mim e regresso.








do Lat. commovere

Quando eu tinha 18 anos, alguém me descreveu Leonard Cohen assim: "ele tem umas letras muito poderosas, muito poderosas mesmo". Isto só por si, poderia não dizer nada...
mas acompanhado pela música i'm your man depressa me fez perceber o que é que estava em causa.


Hallelujah é uma das minha músicas preferidas. Comove-me, comove-me muito.
Oiço-a com muita frequência e em várias versões.
Julgava conhecer as melhores, até descobrir a do Jeff Buckley:



desequilíbrio
s. m.,
perda de equilíbrio;
falta de equilíbrio;
falta de harmonia, de proporções entre as várias partes de um todo;
desarranjo das faculdades mentais.



Análise da situação [fazendo de conta (eu adoro fazer de conta) que existe a possibilidade de uma postura absolutamente desinteressada]:

Os nervos cranianos são doze e são simétricos, um direito e outro esquerdo. Cada par craniano é responsável por uma função específica e tem origem num local especifico do cérebro.

I par - nervo olfactivo -responsável pelo sentido do olfacto (cheiro). Se há uma diminuição do olfacto diz-se que há hiposmia, se há uma ausência do olfacto diz-se anosmia. As suas lesões são raras.
II par - nervo óptico - responsável pela visão. É um nervo com um longo trajecto, desde a região occipital (onde se situa o centro da visão) até à retina (no globo ocular). Diferentes alterações da visão são indicativas de lesões em diferentes locais da via óptica, logo em diferentes locais do cérebro.
III par - nervo motor ocular comum - responsável pela inervação de alguns dos músculos extrínsecos do olho (faz os olhos desviarem-se para dentro), pela miose (encerramento da íris) e pela abertura das pálpebras.
IV par - nervo patético - responsável pela inervação do músculo grande oblíquo do grupo dos músculos extrínsecos do olho (faz o olho desviar-se para fora).
V par - nervo trigémeo - formado por duas raízes (partes): uma raiz sensitiva (responsável pela sensibilidade da córnea, conjuntiva, meia anterior do couro cabeludo, da hemiface (metade da face) do lado oposto excepto o ângulo do maxilar inferior e dois terços anteriores da língua e mucosa nasal e bucal) e uma raiz motora (responsável pela inervação dos músculos que movem o maxilar inferior, músculos mastigadores).
VI par - nervo motor ocular externo - responsável pela inervação do músculo ocular externo, do grupo dos músculos extrínsecos do olho. A sua lesão é rara.
VII par - nervo facial - responsável pela oclusão das pálpebras e pela mímica facial (enrugar a testa ou sorrir, por exemplo).
VIII par - nervo auditivovestibular - formado por dois nervos: o nervo auditivo, responsável pelo sentido da audição e o nervo vestibular, responsável pelo equilíbrio.
IX par - nervo glossofaríngeo - responsável pela inervação dos músculos da língua e faringe. Tem acção na deglutição (capacidade de engolir) e produção da voz.
X par - nervo pneumogástrico ou vago - responsável pela inervação dos músculos do aparelho gastrointestinal.
XI par- nervo espinal - inerva os músculos do pescoço (músculo esternocleidomastoideu e parte superior do trapézio).
XII par - nervo grande hipoglosso - responsável pela inervação motora (que faz mover) da língua.


Todos os pares estão testados e avaliados...aguardo diagnóstico.

Breathless

I listen to my juddering bones

The blood in my veins and the wind in my lungs...

a minha poesia de ontem...





[Today, i'm looking for flying saucers in the sky]







"Inscrever-se significa, pois, produzir real (...)
Quando o desejo não se transforma, o Acontecimento não nasce, e nada se inscreve.
Assim, um amor inscreve-se porque aumenta o desejo. É um encontro de potências que amplifica a potência dos desejos. A transformação do desejo vai ao encontro do diagrama do desejo, do trajecto das suas potências virtuais em direcção à actualização presente. Por isso a inscrição faz o presente, um presente de sentido, não situado no tempo cronológico, que dá sentido à existência individual ou à vida colectiva de um povo".
José Gil, Portugal, Hoje O Medo de Existir






















Mia: Don't you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to talk about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.
Pulp Fiction, 1994





*Fotografia do P.











Staring Girl
I once knew a girl
who would just stand there and stare.
At anyone or anything,
she seemed not to care



She'd stare at the ground,


She'd stare at the sky.



She'd stare at you for hours,
and you'd never know why.




But after winning the local staring contest,

she finally gave her eyes
a well-deserved rest.


Tim Burton's The Melancholy Death of Oyster Boy






- A próxima aula é na sala de audiovisuais.
- Qual é o filme stora?
- É um filme do Kusturica...
(desta vez, a substituir os habituais:"ku quê?"), oiço:
- É o Gato Preto Gato Branco? Fixe!

Assim são os meus alunos este ano :) :)

sentido[s]




Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro

[Eu provavelmente morro com o fim da luta

mas se te faz feliz eu paro

e recomeço com um ódio de amor que não nos faça tanto mal...

Que não nos torne mais amargos e nos deixe sem dúvidas.

Eu provavelmente morro com o fim da luta mas se te faz feliz...]

[with or without...]
Hugh Laurie
Best Performance by an Actor
In A Television Series - Drama [HOUSE]

Baraka II
[The Host of Seraphim]

Baraka I - Yulunga [Spirit Dance]

Alices adventures in wonderland, 1969, Salvador Dali

"Do you mean that you think you can find out the answer to it?” said the March Hare.
“Exactly so,” said Alice.
“Then you should say what you mean,” the March Hare went on.
“I do,'” Alice hastily replied;
“at least-at least I mean what I say-that's the same thing, you know.”
Not the same thing a bit!'" said the Hatter. “You might just as well say that ‘I see what I eat’ is the same thing as ‘I eat what I see’!”
“You might just as well say,” added the March Hare, “
that ‘I like what I get’ is the same thing as ‘I get what I like’!'”
“You might just as well say,'”
added the Dormouse, who seemed to be talking in his sleep, “that ‘I breathe when I sleep’ is the same thing as ‘I sleep when I breathe’!'”
“It IS the same thing with you,” said the Hatter, and here the conversation dropped, and the party sat silent for a minute, while Alice thought over all she could remember about ravens and writing-desks, which wasn't much.

Alice's Adventures in Wonderland CHAPTER VII - A Mad Tea-Party, Lewis Carroll


[assim, de repente,
não me sai da cabeça...]

Everybody knows that the dice are loaded
Everybody rolls with their fingers crossed
Everybody knows that the war is over
Everybody knows the good guys lost
Everybody knows the fight was fixed
The poor stay poor, the rich get rich
That's how it goes
Everybody knows

Everybody knows that the boat is leaking
Everybody knows that the captain lied
Everybody got this broken feeling
Like their father or their dog just died

Everybody talking to their pockets
Everybody wants a box of chocolates
And a long stem rose
Everybody knows


Everybody Knows, Leonard Cohen by Rufus Wainwright

[ODE to him]

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.


Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.


De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.


(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)


Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.



Alexandre O'Neill







[Caixa de velocidades]*






Ponto Morto
Quando no ventre da mãe a semente que cresce já diz: deixa-me ficar só mais um bocadinho.

Primeira
Se chora é porque está viva.

Segunda
Cai do berço, aprende a dizer pai e mãe, vai para a escola e dizem-lhe como se mete o mundo numa folha de papel.

Terceira
Quando o coração pronuncia, pela primeira vez, a paixão que a pele declama.

Quarta

Colisão a grande velocidade. Choque frontal. Pensa que está morta, a semente, mas o Dr. House não deixa. Cabrão!

Quinta

A tragédia do amor representada no palco da morte. A comédia da morte representada no palco do amor.

Marcha-Atrás
Regressa ao ventre da mãe, de onde só saiu para poder dizer: deixa-me ficar só, mais um bocadinho.



*Henrique Manuel Bento Fialho, na Minguante nº4










“Save me, save me with all the love you can give!” - she whispered.
and he just smiled...





I am the storm and I am the wonder
And the flashlights, nigthmares
And sudden explosions

what else is there?


Instalaram-se mais uns quantos raios de luz em mim.
Hoje terminaram as apresentações, apetece-me abraçar o mundo!!

[O poeta beija tudo, graças a Deus... E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade...

E diz assim: "É preciso saber olhar..."

E acha que tudo é importante...

E escreveu uns versos que começam desta maneira:

"O segredo é amar..."]
Sebastião da Gama











[2 amores] no Villaret
Duas horas e quarenta e cinco minutos para acalmar tensões, foi bom. Muito bom.


desabafo:

- a pseudo-humildade é uma atitude que me deixa desconfortável,

mas a
arrogância intelectual, por vezes, desperta-me os instintos mais primitivos.

[assim, de repente,
não me sai da cabeça...]
When the numbers get so high
Of the dead flying through the sky
O, I don't know why
Love comes to me
Love comes to me
...
When the fever hits on your forehead
And trusive mice chew up your bed
And you call on God and God is dead
Love comes to you
Love comes to you
Bonnie "Prince" Billy, love comes to me

Fiz referência neste espaço à IGV em outubro de 2006, volto a fazê-lo hoje, o primeiro dia de campanha. Já li, ouvi e discuti muito sobre o assunto. Já pensei muito sobre o assunto. Continuo, tal como há oito anos, a defender a despenalização da mulher que aborta. Lamento voltar a ser chamada a posicionar-me face a uma questão que considero puramente legal.
Desanimam-me os radicalismos, alegram-me os debates civilizados.
- Os argumentos do Não sustentam-se nas suas premissas?
Não.
- Os argumentos do Sim sustentam-se nas suas premissas?
Não.
- Alguma das posições apresentadas se sustenta em argumentos racionalmente válidos, neste sentido, capazes de excluir os argumentos contrários?
Não.
- Existe uma clara inconsistência nos argumentos das duas posições?
SIM.
-Analisados os argumentos que sustentam as duas posições podemos afirmar que, na generalidade, ambos se sustentam em sentimentos e predisposições subjectivas?
SIM.

- A lei existente no nosso país é absolutamente inconsistente?
SIM.
- Do reduto da minha subjectividade - pergunto e respondo, alterar a actual lei possibilita uma mudança neste estado de coisas?
SIM.
não alterar nada, é continuar mergulhado na inconsistência, assim não!



"337 O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo."





"354 Não ouças só as palavras que ouvires, ouve-lhes também o silêncio, se o tiverem. Porque há tanta variedade de silêncio. O da cólera, da expectativa, do êxtase, da ameaça, da suspeita, de. Ouve. Ele te dirá decerto mais do que as palavras, que são só a sua manifestação, a face do seu aparecer. Mas há silêncios que não têm um aparecer. Ouve, atende. São os que não cabem nos dicionários do mundo. Não tentes dizê-los.
in pensar,Vergílio Ferreira






[ODE to him]

sempre vivi na assunção que este seria o perigo,
até perceber que o perigo não está no que desejo mas no desejo que amordaço
.

a voz, o riso, a alegria, a dor - nela tudo parece absurdamente generoso



me deixas louca

atrás da porta


águas de março


[Childhood]

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Eugénio de Andrade

desdobramento com cor
desabrochando (lentamente), tal como prometido ;)

aguardando criticas, comentários e sugestões :)

halo



"Tenho que escolher o que detesto - ou o sonho,
que a minha inteligência odeia,

ou a acção, que a minha sensibilidade repugna;

ou a acção, para que não nasci, ou o sonho, para que ninguém nasceu.

Resulta que, como detesto ambos, não escolho nenhum;
mas, como hei-de, em certa ocasião,

ou sonhar ou agir,
misturo uma coisa com outra."

Livro do Desassossego, composto por Bernardo Soares,
ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa

Someone created this hardcore post:

“As years go by
All the feelings inside
Twist and they turn
As they ride with the tide
I don't advise
And I don't criticise
I just know what I like
With my own eyes
Sometimes”

“Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well, it's too late
Tonight
To drag your past out
Into the light”

“Well, I got us on a highway and I got us in a car
got us going faster than we've ever gone before
I got us on a highway and I got us in a car
got us going faster than we've ever gone before”

Sometimes interpretation sucks!





















Pudesse eu não ter laços nem limites
Óh vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes

Sophia de Mello Breyner Andreson

*Casais de Folgosinho
no silêncio de um vale entre as montanhas da Serra da Estrela...





* excertos de um documentário sic.